segunda-feira, 10 de novembro de 2008
foi como se te tornasses num braço meu...
... numa perna, ou em todo o meu ser. e desse modo tomaste posse daquilo que trazia dentro do peito, e que agora te entrego para que faças desse pedaço de carne aquilo que bem entenderes. a mim já não me serve (não neste preciso momento), pois longe de ti aquele músculo parece não emitir qualquer som, sendo o seu eco absorvido pela infinita importância que adquiriste, talvez sem mesmo o querer, talvez sem mesmo o merecer... a verdade é que aquela coisa perdeu o poder de alimentar e fazer mexer qualquer membro do meu corpo (a função intermédia do cérebro neste processo foi esquecida propositadamente para disfarçar a inoperância inconfessável de mais um embaraço para a minha função vital: ter-te!). vou-me enfiar em terra até à cintura e esperar criar raízes para não tombar, e pode ser que então ninguém note (espero que tu não notes) que já te pertenço, inapelavelmente... sem mesmo o quereres. ou queres?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário